Sái da água Preto! Sái da água. Gritara o menino de nome nao lembrado durante minha tentativa de vivenciar um pouco da vida ribeirinha do Capim, norte do Brasil. O cenário é natureza e a platéia pobre e isolada que nascera e crescera esquecida nas varzeas da amazônia.
Preto havia apanhado mangas e mascava uma maçã durante as horas que estive por alí, entre o dia de sol rachante, e seu irmao n'água de rio entre o barquinho de madeira e o berço de ribeira. Refresco gostoso de feriado.
Preto havia me dito que nao podia tomar banho de rio, e pedi o motivo tão rapiramente que me disse sorrindo que sua mãe havia dito ter jacaré e com toda a certeza que sim, apanharia em casa de cipó, caso desse um só mergulinho! Preto tinha medo, mas seu irmao nao. Era mais valente, mais atrevido, perguntara sobre minha camera, sobre o que vinha fazer por ali e respondi que apenas vim conhecer o seu mundo. Eles acreditam na Matinta Pereira, na lenda da cobra grande que mora no meio do rio e desconhecia a cidade de onde vim. Desconhece a maldade do mundo, sabem apenas que existe.
